terça-feira, 11 de novembro de 2008

Primeira Guerra Mundial

O mundo lembra hoje o fim da Primeira Guerra Mundial. As datas cheias costumam ser recordadas repletas de eventos. Este é o caso também dos 90 anos do fim do conflito que marcou a Europa do início do século vinte tanto pelo devastador número de mortos - mais de 15 milhões em quatro anos -, quanto por suas conseqüências definitivas responsáveis pela formação das fronteiras do velho continente tal como as conhecemos hoje. 

A adequação da tecnologia aos objetivos militares passou a fazer parte dos empreendimentos de guerra; alguns muito importantes, como bombardeios aéreos e químicos. 

O dia 11 de novembro marca também a renúncia de Carlos 1 ao trono austríaco, dando fim há mais de 600 anos da dinastia dos Habsburgos e também ao próprio Império Austro-húngaro. 

A Polônia se tornou um Estado depois de 123 anos de dominação por três diferentes impérios: Rússia, Prússia e Áustria-Hungria. 

Mais ainda, a Guerra marca o fim definitivo dos impérios como atores principais das relações internacionais. E dos escombros do conflito, o Estado nacional emerge como representante ocidental da auto-determinação dos povos. 

Depois de 90 anos, os Estados hoje se vêem definitivamente ameaçados por um ator relativamente novo, com influência no jogo político internacional e com potencial altamente devastador. Os atentados de 11 de setembro acabaram por lançar luz sobre um componente subestimado e até então desimportante na tomada de decisões das potências ocidentais: o fundamentalismo islâmico e seu interlocutor armado, o terrorismo. 

Conflitos como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial são ultrapassados não apenas por terem acontecido no século vinte. Creio que serão raras - senão inexistentes - as disputas militares entre países ocidentais. Ou simplesmente a chamada guerra "clássica" entre exércitos de dois Estados. 

As próximas guerras muito provavelmente envolverão um Estado formal em luta contra dezenas ou centenas de organizações terroristas que desprezam convenções de guerra, uniformes de identificação e, pior ainda, a própria vida. Sem dúvida, a situação hoje é bem mais complexa do que há 90 anos. 

2 comentários:

Carla disse...

Muito bom Galsky!

Aproveito para informar que 11 de novembro também é:

- Dia Nacional do Supermercado;
- Perón foi reeleito presidente da Argentina, em 1951;
- Golpe da Legalidade - para garantir a posse dos eleitos JK e Jango, o ministro da Guerra, General Lott, ocupou o RJ em 1955;

E a mais importante de todas:

- Michael Jordan volta a jogar basquete, pela segunda vez (?!), em 2001.

Henry Galsky disse...

Obrigado pelas informações, Carla. Em breve escreverei sobre o General Lott e suas relações com o Michael Jordan.
Um grande beijo!